Princípios simples para investir com sucesso

Sabe quais são os princípios fundamentais para investir com sucesso?

Neste artigo vamos apresentar-lhe os 4 princípios que deve realmente seguir.

 1. Objetivos – Criar objetivos de investimento claros e apropriados

Um objetivo de investimento apropriado deve ser mensurável e atingível. A probabilidade de sucesso não deve depender de rendibilidades excessivas, nem de níveis de poupança impraticáveis. Definir objetivos claros e ser realista em relação à forma de os atingir, pode protegê-lo de erros comuns, que condicionam o sucesso do seu plano.

O seu plano de investimentos deve incluir objetivos específicos e realizáveis sobre as taxas de contribuição e a forma de monitorização. É necessário reconhecer as limitações do seu plano de investimentos e compreender o nível de risco que realmente é capaz de suportar.

2. Equilíbrio e Diversificação – Equilíbrio na alocação entre classes de ativos e implementação através de fundos ultra-diversificados

Um plano de investimento sólido tem por base uma alocação de ativos adequada ao seu objetivo. A alocação deve estar assente em expetativas razoáveis quanto ao risco e rendibilidade, para esse efeito deve utilizar classes de ativos distintas para evitar a exposição a riscos desnecessários.

Equilíbrio: Os investimentos financeiros, por definição, envolvem risco.  No seu plano de investimentos deve procurar ponderar (equilibrar) o risco e a potencial rendibilidade, através da escolha adequada dos ativos.  Tipicamente, o seu plano deve ter como “pilares”, as chamadas classes “core”, como ações, obrigações e até mercadorias como o ouro. Assim, serão estas as classes a determinar, em grande medida, a rendibilidade e a volatilidade futura do plano.

Diversificação: é uma técnica que tem provado ser muito eficaz para mitigar os riscos subjacentes aos mercados financeiros. A diversificação entre classes de ativos reduz a exposição de um plano aos riscos frequentes de toda uma classe. A diversificação dentro de uma classe de ativos, reduz a exposição aos riscos associados a uma determinada empresa, setor ou região.

Veja a título de exemplo 5 perfis de risco diferentes compostos por 3 classes de ativos “core”: ações globais, obrigações globais e ouro.

3. Custos: Minimizar os custos de forma estrutural

Costuma dizer-se que os mercados financeiros são imprevisíveis, no entanto os custos são previsíveis e duradouros! Quanto mais baixos forem os custos do seu plano, maior será a sua rendibilidade. Por outras palavras, não conseguimos controlar os mercados, mas conseguimos, efetivamente, controlar os custos.

Os custos criam um “fosso” inevitável entre a rendibilidade dos mercados e o que os investidores realmente obtêm – por isso é crucial manter os custos baixos, sendo esta a única forma de reduzir esse “fosso”.

A minimização dos custos são uma componente essencial no conjunto de ferramentas disponíveis para os investidores na formulação do seu plano de investimentos. Não está comprovado que os resultados atingidos são superiores se os custos forem mais elevados. Em suma, cada euro pago em comissões é simplesmente um euro a menos na rendibilidade potencial. Reforçamos que os custos são, efetivamente, maioritariamente controláveis.

4. Manter a Disciplina: “Stay the Course”

Perante a turbulência dos mercados financeiros, é natural que alguns investidores tenham a tentação de reagir emocionalmente, levando-os frequentemente, a tomar decisões impulsivas. Outros investidores, ficam totalmente paralisados perante quedas abruptas e acontecimentos inesperados. Manter a disciplina e uma perspetiva de longo-prazo são a melhor forma de proteger o seu plano. Proceda a um rebalanceamento da sua carteira com alguma regularidade (por exemplo, 1 vez por ano). Utilize a volatilidade dos mercados financeiros a seu favor, aproveitando estes momentos para rebalancear a sua carteira e manter o seu perfil de risco consistente ao longo do tempo.

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