Sabe qual é o efeito do Risco de Poder de Compra e do Risco de Mercado no seu património?

A análise dos fatores de risco deve desempenhar um papel fundamental nas suas decisões de investimento.

Em momentos de incerteza, e quando os mercados são voláteis, os investidores têm a tendência para adiar ou evitar tomar decisões de investimento.

É, no entanto, importante que os investidores saibam que podem controlar os riscos quando investem o seu dinheiro. Tudo depende do conjunto de ativos que compõe a sua carteira e da sua diversificação, ou seja, do montante que investe em ações, obrigações e do montante que aplica em depósitos a prazo. No mundo financeiro, os investidores encontram dois tipos de risco comuns, o risco de poder de compra e o risco de mercado.

Risco de Poder de Compra

O poder de compra é o valor de uma moeda expresso em termos da quantidade de bens ou serviços que uma unidade monetária pode comprar. A relevância do poder de compra justifica-se, porque a inflação diminui a quantidade de bens (ou serviços) que se poderia comprar com uma determinada quantidade de dinheiro, mantendo tudo o resto constante.

Um investidor, quando aplica o seu dinheiro num depósito a prazo, tende a pensar que não está a perder valor. No entanto, a verdade é que os juros que vai acumular ao longo do tempo podem não ser suficientes para acompanhar o ritmo da inflação.

Por exemplo, em 2010 o preço médio de uma viatura nova de classe intermédia (exemplo Volkswagen Golf) era de cerca de €25 000, mas em 2020 o preço médio da mesma viatura é superior a €28 000. Este efeito denomina-se de fenómeno de inflação!

Agora, imaginemos que em 2010 decidiu não comprar a viatura e aplicou os €25 000 numa conta poupança, com uma taxa de juro anual de 1.10%, por um prazo de 10 anos. No final do prazo, o montante aplicado terá aumentado para apenas €27 890, o que não é suficiente para adquirir a viatura em 2020. O investimento de baixo risco, depósito a prazo, não acompanhou a inflação e o seu dinheiro não tem o mesmo poder de compra.  A este fenómeno podemos denominá-lo de risco de poder de compra.

Em alternativa, se em 2010 tivesse investido os €25 000 numa carteira com uma composição de 80% em obrigações globais com elevada qualidade creditícia e 20% em ações globais, a rendibilidade média anual seria de 4.50%. Em 2020 o seu montante inicial teria aumentado para €38 824, o que seria suficiente para adquirir a viatura por €28 015 e ainda ficar com uma poupança superior a €10 800.

Risco de Mercado

A ideia de risco de mercado pode-lhe ser um pouco mais familiar. O risco de mercado é a possibilidade de um investidor sofrer perdas, devido a fatores que afetam o desempenho global dos mercados financeiros em que está envolvido. O risco de mercado, também chamado “risco sistemático”, não pode ser eliminado através da diversificação. As fontes de risco de mercado incluem, por exemplo, recessões, crises políticas, alterações nas taxas de juro, catástrofes naturais e ataques terroristas, e tendem a influenciar todo o mercado ao mesmo tempo.

Este texto não constitui uma recomendação nem consultoria para investimentos. A Dolat Capital presta consultoria para investimentos de natureza específica aos seus clientes, tendo por base, entre outras, o seu perfil de risco e objetivos financeiros. Rendibilidades passadas não constituem uma garantia de rendibilidades futuras.

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